Sobre conversas e cheiro de liberdade

Revendo pessoas e anotações de diário, eis que me deparei com isso:

Em 05/07/08, escrevi: “Em anos, conheci um cara realmente interessante… E que não tem nada a ver comigo.”

“Descobri durante esses dias que conhecer pessoas me encanta. A segunda grande revelação da minha vida (a primeira foi que todas as pessoas são bonitas). Uma atitude que só me traz problemas, aliás… Encanto-me com o que as pessoas fazem, com o que elas são e se apresentam e é quase como se eu ficasse embasbacada…

            No fundo, creio que projeto um pouco de mim em tudo o que os outros são. As viagens feitas, os dons, a postura diante da vida, como moram, o que comem, a trajetória intelectual e, principalmente, tudo o que trazem de diferente de todas as outras pessoas que já conheci (fazer malabares com fogo, ter um estúdio e uma galeria, frequentar bares, viajar, viver um amor sem lenço nem documento – só com uns cartões manuais… e por aí vai).

            Vejo nos outros tudo aquilo que não fui e nem fiz, mas que me encanta justamente porque é diferente. Desta vez, comecei a acabrunhar-me e quando percebi que eu também sou diferente e única, relaxei.”

Em 05/07/10, descobri: “O encantamento é o mesmo.”

Em 06/07/10, percebi: “Que existe atração intelectual e senti a vida leve e o cheiro da liberdade, batendo no meu rosto e também chegando à Terra do Fogo.”

Em 07/07/10, ganhei: “Sob a égide de Eros” e todo um mundo de conversas sem fronteiras aconteceu.

Sofrer por ti não compensa,
Quem tem vivência nem pensa:
Não há amor que dure para sempre,
Nem o que valha a vida da gente.

Em 08/07/10, senti: “Um dia esbarraremos novamente e continuaremos essa maníaca conversa de bêbedo.”

Em compensação, há conversas que versam somente sobre futilidade. A pior delas, a da futilidade tecnológica. Isso me deixa mareada! Não que eu não goste de tecnologia, porém viver em função de TER ao invés de SER é muito triste. Gosto de conhecer gente que acrescenta, de conversas que despertem em mim algo de diferente, afinal o mundo está repleto de “mais do mesmo”. Gosto de sentir o cheiro de liberdade durante algumas conversas e esse cheiro se dá por modo de vidas diferentes e por experiências que realmente façam com que SEJAMOS. Como não desejo citar a situação aqui, toda essa reflexão fica um pouco solta… Um dia desenvolvo melhor tudo isso.

Anúncios

Um comentário

  1. “Não que eu não goste de tecnologia, porém viver em função de TER ao invés de SER é muito triste. Gosto de conhecer gente que acrescenta, de conversas que despertem em mim algo de diferente, afinal o mundo está repleto de “mais do mesmo”. ”

    Podia ter escrito isso!

    Beijos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s