Linda terra da garoa

Garoa, garoa, garoa. Garoa fina, constante. Dia claro, pancadas fortes. São Paulo estava assim hoje. Linda, aliás. Perfeita, sem exageros. Senti hoje a cidade com cheiro de Mário de Andrade. Andei pelas ruas do centro, vi prédios lindos em sua antiguidade, entrei em lugares novos para mim (a linda Igreja de São Bento, até fiz agradecimentos lá), fiz todas as baldeações possíveis (suficientes para terminar de ler O velho e o mar) e vi pessoas. Muitas pessoas. Diferentes e desconfiadas. Deixei um livro no trem e o pouco que acompanhei, percebi que causou surpresa e medo. Num ano novinho em folha, nada melhor que fazer arte por aí. Veja só a arte de hoje:

O livro que adquiriu independência

O dia foi perfeito. Garoa no jardim florido. Visão do sofá. Garoa, garoa, garoa. A tarde e a conversa perfeitas. De imperfeito aqui, só a minha pessoa que fala demais. Acho que estraguei tudo. E, à noite, garoa. Talvez para se misturar às lágrimas, ao coração apertado e lavar as palavras excedentes.

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