Roma: cidade (realmente) eterna

Receber a alcunha de Cidade Eterna não é pra qualquer cidade. Bom, mas quem disse que Roma é qualquer cidade? Para ela, é perfeita e sem exageros.

Basílica de São Pedro

Até eu chegar a Roma, não esperava muita coisa, pois sua beleza para mim, não saía do nível abstrato. E que delícia foi surpreender-me! Pouquíssimas circunstâncias me causam surpresa e admiração atualmente (mentira, sempre me surpreendo com a falta de caráter das pessoas, por mais que espere por isso… :() e sentir isso foi algo realmente fantástico.

O ar de império ainda está em Roma. Tocar as ruínas do Coliseu ou as colunas internas da Basílica de São Pedro fizeram com que minha percepção tátil registrasse aqueles momentos, que se tornarão eternos para mim. Aliás, só tenho a agradecer ao Rei, por me dar essa dica do toque, pois mesmo sendo uma pessoa que ama esse sentido, nunca havia pensado nisso para lugares…

Descobri nessa viagem duas coisas lamentáveis: a primeira é que minha máquina fotográfica é muito mais que limitada (passei muita raiva!!); a segunda é que, além de não saber fotografar, ainda me peguei não tendo paciência para isso (uma lástima, pois é uma arte que admiro demais!).

 

Ruínas do Templo de Apolo, vistas do Coliseu

Não sei se por conta da quantidade de coisas pra ver e não dar conta de registrar toda a beleza que fazia meu coração bater mais forte, não sei se o pouco tempo que fiquei na cidade, não sei se a vontade de querer registrar tudo só pelas lentes da alma… Só sei que minhas fotos ficaram horríveis! Vi muita gente mais fotografando, que vendo. Eu queria mais ver, que fotografar. Estranho isso…  

Meus olhos queriam captar toda a harmonia de um Império. Pois é, ainda vi um império, apesar de todas aquelas ruínas.  A presença marcante do catolicismo, em nenhum instante apaga a tradição pagã. Quer seja nas ruínas dos templos pagãos ou no Panteão – maravilhoso e que não consegui uma só foto que prestasse… 😦 -, único templo preservado, por ter sido transformado em igreja católica. Felizmente fizeram isso, senão não haveria mais aquela beleza para contemplar e aconteceria o mesmo que aconteceu, por exemplo, com o Coliseu. Completamente saqueado, afinal ele era todo revestido de mármore travertino.

Uma vez recebi da Mara um postal de Amsterdã, nele havia a seguinte mensagem: “Quem lê, viaja. Quem viaja, lê o mundo de uma forma indescritível”. Creio que foi isso que aconteceu comigo: tudo o que eu havia lido sobre o que é viajar não foi nada perto do que eu senti ao empreender a minha viagem, pois eu fiz a melhor leitura da minha vida. Li história, li paixão, li arte, li guerra, li poder, li o belo, li outras nacionalidades, li a vida. Consequentemente, tudo começou a ter uma outra forma, talvez indescritível, com certeza intensa e diferente.

Agora não me contento mais com dias beges e emoções mornas. Creio que seja por isso que uma cidade como Roma, continua sendo a Cidade Eterna, por despertar uma sensação de grandiosidade e potência, de admiração e comoção pelo belo que, para mim, ainda nenhuma outra cidade despertou. Voltei com Roma na alma.

Agora, para quem quiser ver fotos (de verdade), clique nesse link (Cidade eterna), que abrirá um lindo PowerPoint retirado do site da Cultures and Art e já em português. Vale muito a pena! Só para constar: vi um Lamborghini cor de abóbora (melhor que dizer laranja, nesse caso) maravilhoso no bairro de Trastevere e morri de vergonha de tirar uma foto (apesar de que, quem disse que sairia, não? :))

 

Anúncios

10 comentários

  1. Roma causou em mim a mesma sensação. Das cidades da Itália que já visitei, fico dividida entre Roma e Veneza, que também é belíssima e onde o clima medieval está muito presente.

    Viajar é uma delícia mesmo!

    Beijos

  2. Quando visitei Roma também senti toda essa magia. Ai que saudades da Itália e de viajar… Pena que as escolhas que fiz na minha vida me distanciam dessa realidade do mundo que se descortina quando a gente viaja. Mas eu também fico feliz viajando através dos livros! rs

    Esse texto me trouxe uma saudade boa. A consciência de uma experiência linda há anos atrás. É realmente um privilégio andar pelas ruas de Roma – que transpiram cultura, história e, como vc afirmou, eternidade! 🙂

    Bjos!

    • Oi Pri, tudo bem? Obrigada pelo lindo comentário! Fazer uma escolha e poder lembrar daquilo que se fez já é um grande apoio, não? Ter os livros e a esperança de voltar a fazer tudo de novo (ou ainda mais) também é uma luz.
      Desejo que a inspiração de Roma nunca saia da sua memória!
      Um grande beijo!

  3. Estou completamente encantada por esta cidade Eterna.
    Minha lista de lugares que quero conhecer já não é nada pequena, agora cresceu mais um pouco!

    Érika, fico muito feliz por se sentir assim, e ver sua felicidade me deixa mais que feliz. Tu és encantadora e quero que saiba que me inspiro muito em ti, e espero um dia chegar a ser como a senhorita (o que é bem improvável), mas espero pelo menos chegar perto.

  4. Gosto quanto menciona suas viagens, Flor.
    A florescência em sua alma representa a pura libertação de um ser que se fez imensamente feliz, ou melhor, que se sente alegre ao lembrar as qualidades essenciais dos lugares pisados e tocados de Roma.
    Como uma aprendiz de fotografia digo a você Flor: as fotos podem até não ter ficado legais, abstendo-se os borrões e falhas, porém sei que cada clique em sua câmera que foi extraviado (perdido), por vergonha e, principalmente, por estar admirando toda a beleza que causou enlevo foi o suficiente para lhe mostrar o enquanto é eterna a deliciosa sensação da cidade de Roma…Aliás, “Quem viaja, lê o mundo de uma forma indescritível”!
    E, ao invés de se deplorar, lastimando a perda de fotos que poderiam ter sido tiradas e não foram, curta as pequenas e grandes recordações que contigo estão carregadas a mente e a alma!

    Ps: Gosto também das suas fotos, tê-la em minha memória contando os detalhes, apresentando os lugares, me mostrando uma-por-uma imagem contida em álbuns é extraordinário, nem mesmo se alguém tivesse tirado um retrato de você me contado tudo iria me maravilhar, como foi no momento, pois o que prevalece em mim é a recordação ;D

    Beijos e Abraços Lenice Santos 🙂

  5. Oi Lenice! Quanto tempo! Bom, nada me tira da cabeça que preciso de uma boa máquina (que não seja pesada, grande ou cara! Risos) e aprender a, minimamente, tirar fotos decentes, não esquecendo que OLHAR é mais importante que fotografar. Pelo menos, para mim. Estou pedindo muito?? Aceito dicas!!
    Beijos,

    • Ah, realmente estava com saudades de entrar em teu blog e ler as coisas boas que você escreve por aqui, Flor.
      Penso como ti: olhar é mais importante do que fotografar, não vejo nada errado nisso. Como uma menina inundada de sonhos, sei que você não está pedindo muito, pois é uma voluptiosidade ter uma câmera legal (sem ser muito exagerada, cara e pesada, mas saiba o que pesa mesmo não é a máquina e sim a lente).
      Poxa, se você gosta mesmo de tirar fotos (o que é nítido a mim) e quer aprender ao menos o básico, não desista. Assim que der, compre uma câmera e treine nos seus tempos vagos. Risos. Logo que eu aprender direito, te ensino algumas coisas :). Como por exemplo: o “Penning” ele server para você tirar fotos em que o objeto está em movimento como o Lamburghine abóbora, que você viu. Com a leveza de suas mãos tu tem que carregar a câmera lentamente acompanhando o objeto (um tripé ajuda muito nessas horas, risos).
      Ahh ‘—* P. Érika é muito bacana, muito mesmo e dá um efeito super legal.
      Não fique se lastimando, e nem desista. Aprenda 🙂

      Beijoos Imensos, Lenice Santos 😀

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s