Parabéns Madiga!

Mandela, de dentro cela da que foi seu lar de 1964 a 1990

Hoje, Nelson Rolilhalha Mandela completa 93 anos. Sempre gostei muito de sua figura pública, muito mesmo e ontem, depois de assistir Invictus, dirigido pelo fabuloso diretor Clint Eastwood (veja o trailer aqui!), fiquei ainda mais impressionada com a sua força de caráter.

Quem sou eu para glorificar seus feitos e suas ações ou ainda criticar o que deixou de fazer ou seus erros? Quero somente destacar um aspecto determinante para pensar sobre o valor da arte. Mas, qual a relação entre Mandela, luta contra o apartheid e arte? Aparentemente nenhuma, até Mandela revelar que lia muito na prisão, lia a literatura do “inimigo”, lia de tudo e que o conteúdo de um poema foi o alicerce para os momentos difíceis. Palavras como alicerce? Está aí mais uma faceta da arte que muitos desconheciam. Afinal, um homem que passou mais de 26 anos de sua vida, trancado numa prisão, para mostrar como uma luta pode ser importante, precisaria de um alicerce? E como!

Mandela conta que toda vez que começava a esmorecer, lembrava-se do seguinte poema:

Invictus

(William Ernest Henley)                                                                                              

Leia aqui a tradução de André C. S. Masini.

Out of the night that covers me,

Black as the Pit from pole to pole,

I thank whatever gods may be

For my unconquerable soul.

 

In the fell clutch of circumstance

I have not winced nor cried aloud.

Under the bludgeonings of chance

My head is bloody, but unbowed.

 

Beyond this place of wrath and tears

Looms but the Horror of the shade,

And yet the menace of the years

Finds, and shall find, me unafraid.

 

It matters not how strait the gate,

How charged with punishments the scroll.

I am the master of my fate:

I am the captain of my soul.

Como pode ainda haver quem pense que a arte não serve para nada, que a literatura é perda de tempo? Como pode ainda haver quem não tenha se identificado com um poema ou uma história? Como pode ainda o ser humano, cada vez mais, podar toda a possibilidade de sensibilidade e força, por meio da arte?

A história de Mandela ficará, felizmente, registrada e se não houver quem a leia, quem a conheça, quem agradeça por alguém ainda ter acreditado no ser humano, ainda assim, terá valido muito a pena, pois a alma dele não é nem um pouco pequena. Obrigada, Madiga, e parabéns por mais um ano inspirando as pessoas. 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s