Memória de Leitura: Tem um P, tem um R, tem um I…

Eu gostaria muito de compartilhar a minha memória de leitura, pois escrever esse percurso de contato com a leitura e a escrita foi muito prazeroso para mim. Penso em fazer outras memórias também, talvez de músicas e de filmes, em um outro momento talvez.       

As duas primeiras palavras que aprendi a ler foram “primavera” e “Sesc”. Lógico que elas têm um significado importante na minha história de vida e relaciona-se ao fato da minha mãe possuir baixa visão e depender de mim desde pequena para ajudá-la a ver se vinha vindo carro na hora de atravessar a rua ou a pegar ônibus. Estes dois nomes eram os dos ônibus que vinham para minha casa. Aliás, fui alfabetizada por ela, que decorava tudo o que tinha na cartilha e fazia-me ler e reler, enquanto ela lavava roupa.

        Lembro-me de quando ia para a casa da minha avó e passava por um bazar que tinha uns livrinhos na vitrine, um deles com as letras do alfabeto e, aos cinco anos, a minha vontade era a de ter um daqueles. Acabei ganhando a minha cartilha “Caminho Suave” e aí se iniciou o meu processo de alfabetização. Eu achava muito engraçada a lição do “C” e não me esqueço do “A vovó viu a uva” (acho que era assim…).

        Nessa época eu ainda não sabia ler correntemente, conhecia as letras tão somente e soletrava-as para a minha mãe, quando estávamos no ponto (confesso que às vezes quase perdíamos o ônibus!). Nenhum outro item da minha alfabetização me chamou atenção, só sei que quando estava na primeira série eu tinha uma leitura e escrita correntes e que a professora me colocava para sentar com as crianças mais atrasadas (diga-se de passagem que por causa disso sofri uma perseguição durante todo o ensino fundamental, mas isso já é uma outra história).

        Lembro-me também que meu boletim só possuía notas “A” e que enquanto as outras crianças brincavam na rua, eu as olhava pela janela da sala, pois estava sentada à mesa com os meus intermináveis cadernos de caligrafia e os livrinhos de cópia (“O patinho feio” e “A galinha ruiva”), únicos durante anos. Eu olhava as crianças brincando na rua e ficava torcendo para chegar o sábado, para eu poder brincar também. Além de não poder ir à rua, eu também não podia assistir TV. Da TV lembro-me somente de assistir ao seriado do Batman, ainda com aquele telefone de disco vermelho.

        Não me lembro de haver lido nenhum livro na escola e meu repertório de leitura literária, durante o ensino fundamental restringiu-se a dois livros e a gibis. O primeiro deles, um verdadeiro instrumento de catarse (nessa época eu não sabia disso), fez-me relê-lo por diversas vezes. Era um livro que tinha na minha casa, do tempo que minha mãe leu na escola e se chamava “O meu pé de laranja lima” de José Mauro de Vasconcellos.

Tenho-o ainda hoje, como lembrança da primeira leitura que me fez vivenciar os acontecimentos e de identificação de situações. Não me lembro quantos anos eu tinha quando o li… Talvez uns 11 ou 12 anos. Enquanto eu me emocionava com o livro, já não era mais tão boa aluna, era mediana, medíocre até. Não me lembro de nenhum professor significativo nessa época, nenhum conteúdo interessante… Só me lembro das angústias pelas quais passava e que me sentia um fantasma na escola. Nenhum professor sabia o meu nome.

O segundo livro, e esse lido por puro acaso, foi “Peter Pan” (e só na faculdade é que fui saber que era a versão do Monteiro Lobato). Aconteceu que um dia enquanto ajudava uma professora a carregar alguma coisa (não me lembro o quê), conheci um espaço novo na escola: um depósito de livros que deveria ser uma biblioteca. Era uma sala escura, repleta de caixas, cheia de poeira e de prateleiras. Vi um livro, de um personagem que eu já tinha ouvido falar: Peter Pan. Pedi emprestado para a professora e ela aquiesceu. Foi então que comecei um outro momento de catarse com a “Terra do Nunca”.

 Por repudiar aquela mesmice da escola, assim como os moldes prontos e as tendências de “vaquinha de presépio”, travei contato com o movimento Punk. Identifiquei-me prontamente com o repúdio ao domínio norteamericano (afinal, eu detestava a metida da professora de inglês) e aos ideais do anarquismo (ah, repúdio esse que me faz estudar inglês somente agora! :(). Como eu tinha uma “liberdade controlada”, confesso que não participei tão ativamente assim do movimento, porém o suficiente para escrever textos de ideologia punk (no sentido metafórico, agora que os leio, realmente clichês e horrorosos!).

Incursionei também no estudo de uma segunda língua: o castelhano, vulgo espanhol. A partir desse momento foi que “tomei gosto” pelo estudo da língua e percebi como a linguagem e a cultura são realmente fascinantes.

Gostar mesmo da escola, só aconteceu no Ensino Médio. Enfim, longe das perseguições, longe de casa, longe do bairro em que morava e considerada a melhor escola da Zona Sul de São Paulo, tive meus melhores momentos e os melhores amigos na lendária e inesquecível E. E. Profº Alberto Conte. Foi lá que vi pela primeira vez uma sala (e aula também!) de Artes, Laboratório de Química e Biologia, mini-anfiteatro de vídeo e anfiteatro para 300 pessoas. Foi lá que vi um ginásio coberto e a vida por detrás do conhecimento. Quando fiz cursinho pré-vestibular, percebi que o ensino era quase tão deficiente quanto da escola anterior, no entanto já era um progresso para mim.

Eu tinha amigos, jogava basquete, tênis de mesa, ia até para algumas festas, tinha aulas de Psicologia e o melhor, de Filosofia. O professor Carlos de Filosofia era militante, falava Esperanto e sabia o meu nome.

Foi nessa época também que entrei para a editoração do jornal da escola, o “In Focus”. No jornalzinho eu só organizava as matérias, datilografava (:)!!:)) os textos e incluía as ilustrações que um dos membros desenhistas fazia. Infelizmente, participei desse grupo somente nos últimos seis meses de aula do 3º ano. Depois que saímos o jornal também acabou…

Lembro-me bem das leituras que efetuei nessa escola: “Inocência” (que considerei extremamente indigesta), “A moreninha” (um pouco melhor), “Iracema”, “Tristão e Isolda” e “Capitães de Areia”. As três primeiras a pedido da escola, os dois últimos por conta própria, sendo que o Jorge Amado foi quem realmente me conquistou, pois tratar de uma problemática social realmente me atraía, seja por causa do movimento punk, seja por causa dos estudos da cultura hispano-americana.

 Foram anos realmente incríveis do Ensino Médio e com os estudos terminados surgiram dois acontecimentos importantes na minha vida: travei conhecimento com a leitura de clássicos, como “Dom Casmurro” (que eu amei de paixão) e “Vidas Secas” (que me levou às lágrimas e à indignação), pra começar; e também com a impossibilidade financeira de fazer um curso superior.

Paradoxalmente às leituras clássicas, travei contato também com outros tipos de literatura: de massa (Paulo Coelho e Sidney Sheldon) e barata (Bárbara Cartland, uma espécie de Júlia com histórias de época). Confesso que essas leituras foram de extrema importância para mim, pois foi então que eu percebi como gostava de ler. Mas, podem rir à vontade, eu deixo…

Bem, antes de terminar o Ensino Médio eu já trabalhava, mas como diz a música “recebia aquela mixaria!”. Comecei a buscar então alternativas para resolver esse problema e foi então que conheci a USP. Pensei comigo: “É a única oportunidade de fazer faculdade” e “Mas, o quê? Se meus instintos vão desde Direito à Turismo?”. Com isso tentei pensar no que eu mais gostava e cheguei à conclusão: LER e ESPANHOL.

Consegui uma bolsa e fiz um ano de cursinho (aliás, só pensando no conteúdo, eu trocaria todos os meus anos de escola pelo ano que tive no cursinho) e ingressei na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. O nome pomposo é simplesmente para expressar o quão contente eu fiquei com essa conquista, ainda mais para mim: filha de pais separados e que ninguém dava R$1,00. De verdade, isso.

Em um parágrafo concluirei esse texto, pois não tenho como demonstrar a importância desse curso na minha vida. Fábrica de angústias? Interação social? Cultura? Intertextualidade? Interdiscursividade? Relações de mundo? Compreensão da sociedade brasileira? Contato com a magia, o encantamento, o fantástico, o maravilhoso e o metafórico da literatura? Visão do estudo da língua como um processo de interação social e, muitas vezes, de imposição de poder? Percepção da incompletude, da fragmentação, das máscaras? … Sim, para todas as opções. No entanto, como esse ainda é um processo “em assimilação” e em “construção eterna”, ainda não me sinto à vontade para continuar discorrendo…

O que mais posso dizer para concluir esse memorial? Perdoem-me os clichês, mas não tenho como não dizer como a  leitura, o aprendizado, o conhecimento e a cultura são peças indissociáveis da minha formação como indivíduo e integrantes da minha vida.

Qual a sua memória mais preciosa com relação a esse assunto? Compartilhe também! 🙂

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8 comentários

  1. Flor,
    Espero que você acredite quando digo que você me guia dentro da escuridão!
    Emocionei-me com as suas lembranças e junto a sua história me vi em minha caminhada pela vida que tive, sim, pela pouca vida que já tive até agora…16 anos.
    Os fatos surpreendentes ficaram comigo, ontem, em toda a madrugada até pegar no sono e ter bons sonhos… Minhas emoções são inexplicáveis e me pergunto o porque de algumas semelhanças contigo, não só após essa leitura em pequenos fatos, fortes emoções com as recordações e sim com vários momentos, situações, gostos e outras coisas… Realmente, a vida é um mistério!
    Sei que você é uma guerreira, lutou, venceu barreiras, teve medos, sofre, chorou, sorriu, viveu, veve e viverá.
    Parabéns! Parabéns Flor pela menina, garota que foi e pela mulher que se tornou depois das dificuldades e barreiras que a vida a impôs. Todavia Érika S. parabéns por ser encantadora, fantástica e surpreendente… Assim como em parte dos livros! Por ser forte desde menininha ajudando sua mãe, no ponto de ônibus e tantas outras coisas, que anjo você é! É, sua mãe, que te ajudou a se tornar o que é hoje: A verdadeira pessoa humana… A liberdade em limite, o olhar frente a janela em outras pessoas brincando, o sentimento a flor da pele no momento foram valorizados e bem utilizados…
    O seu gosto pela leitura me F.A.S.C.I.N.A!!
    E você me fez resgatar muitas coisas em 2010 dentre elas a leitura, que eu já tinha no fundamental, você me ilumina obrigada, meu anjo! Porém eu também AMEI e estou amando o ensino médio… tão melhor que o fundamental… =(
    lembranças:
    Lembro-me que era noite, um dia após nuvens carregadas e estava nublado, em seguida, uma discussão entre meus dois maiores amores na época: Pai e mãe. Eu estava deitada e como quase todas as madrugadas, levantava da cama apavorada, com medo de acontecer algo ruim… Desta vez “Mal passada” por não dormir direito, sai correndo e agarrei nas pernas de minha mãe e mais uma vez havia impedido uma agressão, mas não havia conseguido impedir a separação definitiva. E mais tarde naquele mesmo dia de janeiro em 2004, encontrava-me péssima e junto a minha cobertinha amarela que tinha desde pequenina, ainda bebê, ganhada por ele, meu pai , chorei dias e mudei de jeito em tudo… desde como me comportava em casa como na escola…
    E advinha flor… O que me fez esquecer um pouco mais do momento, nem mais e nem menos do que um livro.
    Sim, ele me reergueu e não pela mensagem que trazia consigo. Eu já sabia ler um pouco e sempre passava horas foleando os livros da sacola branca, vendo suas ilustrações, e, confesso, os estragava pintando as ilustrações e depois ficava meses lendo um único livro. O livro que me ajudou foi um livro grande branco, e pouco grosso e suas letras da capa que formavam as palavras “O Caçador de esmeraldas” eram verdes e brilhantes. Chamaram a minha atenção no meio daquela vida triste e simplesmente comecei o ler…
    Foi fantástico, fiquei meses viajando neste livro ganhado por uma senhora que fez parte da minha vida… Ela era loira e rica… magra dos seios grandes e tinha uma face misteriosa, mais sorridente. Acima de tudo humilde e de bom coração, que deu para eu e meus irmãos uma sacola branca grande com livros bons e de capas legais e que nele incluía “o caçador de esmeraldas” Era pura mágiaa…
    É foi ele que me distraiu e me ajudou depois desta época difícil, era como “a luz” incrível, brilhante, fantástico, encantador que acabará de me tirar de um poço fundo e escuro e também o primeiro livro que não era historinhas de conto de fadas…
    Iso até chegar minha 4ª 5ª série onde exceto duas professoras chamadas Patrícia e Janaína o resto dos professores eram todos preconceituosos e se achavam o máximo. SNIFF.e TINHA MAIS OS ALUNOS DO MAL que me perseguiram até a 8ªsérie… 😦 Onde os primeiros 4 meses da 5ªsérie eu era totalmente calada, boba, medonha, burra para caramba só tirava notas medianas porque é super fácil não repetir de ano.. E foi a partir dai que mesmo lotada de brincadeiras sem graças eu consegui pegar realmente o gosto pela leitura, lendo em voz alta, perdendo meus medos, isso em todas as aulas de português, porém o que marcou nesta época foi quando esses livros da aula de português passaram comigo 90 minutos em cima de uma árvore, atrás do vestiário abandonado da escola Arthur W. E tudo isso ocorreu porque as pessoas sem falta de espirito havia me magoado mais uma vez me zombando de tudo e me empurrando… Chorando comecei a ler a coleção”Para Gostar de Ler volume8-contos” encima de uma árvore alto onde ninguém olhava para ela…
    Realmente flor,a leitura me salvou muito, me ajudou e não será agora que eu a abandonarei… Agora nessas minhas férias bati meu record de tempo já li 3 maravilhosos livros e agora estou em meu 4º com “O Cortiço” 😀 Que ganhei de presente por você ♥ (MINHA IDOLA) e saiba quero muito aprender mais e mais assim que nem você… E futuramente ensinar a minha filha(º) com o maior carinho!!
    Obrigada por cultivar essa dádiva magnifica… A leitura e a escrita 🙂
    Ainda estou a caminho de ser “grande”…
    Só quero deixar claro, novamente, você é a melhor no que faz… Parabéns por ser guerreira!

    Desculpe-me pelo ‘PEQUENOOO’ comentário… Hoje foi superação, risos…

    E não me esqueci de você: UM FELIZ DIA DO AMIGO Érika S. ou melhor… Flor ♥

    BEIJOOS IMENSOS,
    L.S

  2. Érika, delícia de texto. Mas o mais interessante é que ao contrário de despertar em mim a vontade de pensar ou falar a minha história de escrita, só tive olhos para um outro tipo de reflexão: o ser professora.
    Talvez porque sua frase “O professor Carlos de Filosofia era militante, falava Esperanto e sabia o meu nome”, tenha me marcado muito. Pensei o quanto eu tenho medo de ser uma professora medíocre para meus alunos, de ser lembrada como “aquela que não sabia meu nome”, de passar pela vida deles sem ter feito nenhum tipo de diferença…

    Obrigada por ter despertado isso em mim. Bom saber que minha alma não se deixa aquietar nunca.

    Sua história é linda. Lindo também saber que você foi os olhos de sua mãe e com isso aprendeu não só a ler “primavera” como a transformar seu caminho em um caminho de flores. Os livros primaveram nossas vidas, sempre.

    Beijos.

    • Juliana, obrigada! Sei o nome de todos os meus alunos e mostro sempre que me importo com eles, para que eles nunca se sintam invisíveis. O seu blog também primavera meus dias e, sim, os livros primaveram nossa existência. Que bom! Beijo grande,

  3. Chérie,

    Repetir aqui neste espaço as mesmas frases enviadas na mensagem seria desrespeito as suas memórias e a tudo que és. Prefiro finalizar lembrando o quanto voce é importante para mim, pedir que não se esqueça disso e pedir que continue a ser esse ser humano ímpar.

    Adoro você.

    • Sandro, obrigada. Nunca me esqueço disso nem me esquecerei jamais. Só discordo de um item (como sempre!): não sou ímpar nem nada, só um pouco “gauche” (lembra disso?).
      Beijo grande,

  4. É muito bonito ler memórias dessas de alguém cujo blog já me incentivou em várias leituras! Passo aqui todos os dias e quase nunca comento, mas hoje resolvi falar um pouquinho!
    Quando pequena, meus pais nunca me incentivaram muito a ler algo que a escola não me obrigasse… me lembro apenas de um livro da Ana Maria Machado, chamado “Menina bonita do laço de fita”, que encontrei na minha escolinha, não lembro ao certo o período, mas foi antes da 1ª série… devia ter uns 4 ou 5 anos… peguei esse livro e o li, re-li, e re-li mais mil vezes e depois a professora acabou deixando ele comigo… depois disso sei que li alguns outros livros infantis mas não me lembro de muita coisa… depois disso, me lembro de ler uma série infanto-juvenil de um suspense bem infantil mesmo… eu devia ter uns 9 anos… eram histórias de crianças que por algum motivo tinham de ligar com um médico assassino, ou um padeiro louco, e que depois acabavam descobrindo que toda aquela loucura era apenas a imaginação delas… não me lembro o nome da série, do autor, nada… mas me lembro que gostava! Depois disso eu comecei a entrar em uma fase onde só lia revistas e jornais… de qualquer coisa… e fiquei nessa fase até os 13 anos… quando comecei a me interessar novamente por livros, mas não mais os infantis… foi então que comecei a ter contato com alguns outros livros de suspense, também infanto-juvenis, mas dessa vez, não tão infantis… mas foi só lá pelos meus 14 anos, quando mudei da minha antiga escola para a atual escola que me vi realmente louca por livros… eu era fã assumida da minha professora de português, Maria Olinda, sonhava em ser tão inteligente e culta como ela… e ela me deu muita força pra começar a ler coisas diferentes… e é a partir daí que eu começo a lembrar nomes de autores… comecei a ler Machado de Assis e Sidney Sheldon… nada a ver um com o outro né!? mas até hoje eu gosto de best-seller’s, mas também de clássicos, e acho que cada um deles tem um diferencial que o torna importante na minha vida… Depois de Maria Olinda, alguns outros professores também me inspiraram muito a procurar a leitura… Carlos, que dava aula de história e tinha uma história de vida incrível… Juliana (a juliana g. aqui dos comentários de cima), de literatura, que tinha rostinho de boneca, mas pensamentos que eu me deliciava ao ouvir em suas aulas…. e Marilia, que já foi professora de redação e inglês, mas agora me dá aulas de português… acho que ela me fez fazer as pazes com a gramática, pois eu sempre dizia que não gostava de português por causa das inúmeras regras, mas agora eu estou aceitando as regras um pouco melhor, afinal, sem elas, talvez o mundo fosse um caos, e a escrita, impossível… e além disso, Marilia sempre me incentivou a escrever, assim como Maria Olinda e Juliana (o Carlos nunca soube que eu gosto de escrever), e eu sempre achei isso muito legal, porque só agora… com meus 17 anos, é que eu sinto um pouco mais de incentivo para ler por parte dos meus pais… mas não os culpo por isso, porque fizeram de tudo na vida para que eu estudasse e pudesse ter mais oportunidades do que eles tiveram!

    • Mylena, que grande prazer conhecê-la! Obrigada pelo belo comentário, afinal, você aliou um outro fator à questão da leitura que é o fato de existir sempre um “inspirador” para essa leitura. Os professores que você citou são bons leitores, por isso são capazes de incentivar outros a descobrirem esse momento de entrega e intimidade conosco mesmo que a leitura e a escrita proporcionam. Fico muito feliz que alguém tão jovem passe por aqui e por tantos outros blogs para se inspirar: esse também é um belo exercício de leitura, pois há uma interação imediata com aquele que é lido. Que o seu caminho seja repleto de muitas boas leituras, empolgantes e profundas, carinhosas e despretensiosas, mas leituras que façam perceber “algo além”. Beijo grande!

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