Perdido na Babilônia

Por algum motivo ela não tinha mais notícias dele. A última fora a viagem à Babilônia. Teria se perdido por lá, o gato de sorriso tímido? Ou teria simplesmente se desvencilhado de uma pseudo-obrigação atrelado a alguns livros sagrados? Será que havia sido abduzido pelo estudo e pela moradia estudantil? Será que o celular havia caído nas cataratas e afogado-se completamente?

Bom, para ela, o que ficou foi o pensamento na Babilônia perdida. Às vezes, um pensamento de certeza de que a intuição de que ele só fizera até o ponto de cumprir uma obrigação da consciência, às vezes a vontade de que ele soubesse que havia sido um prazer conhecê-lo, independente do que possa tê-lo (des)motivado depois. Às vezes também só o pensamento de como estariam as coisas e se as relações internacionais se estabeleceram, se o caminho estava sendo trilhado e se a euforia do calouro experiente não havia superado o objetivo de estudo… Às vezes, ainda, ela pensava que por ter ficado magoada deveria somente desejar que ele soubesse disso.

De certeza, ela só teve hoje depois de uma longa conversa com alguém incrível, que deveria apaziguar o pensamento.

Ela manda beijos, por pensamento, à Babilônia perdida.

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