35/365 Free Motion Quilting

Foi em outubro de 2010 que minha Brother (pois é, deveria ser Sister) chegou, pra me acompanhar às aulas de patchwork. Eu sempre curti esse lance de saia de retalhos, de  recortes de revistas e jornais para dar um visual novo seja para o fichário ou para os móveis do quarto, de elementos decorativos feitos com tecido. Pois é, tem gente que gosta de pano, acredita?

Só hoje eu sei que no Brasil pouco se tem dessa arte, em sua essência. Talvez por isso, o que me parecia interessante no início das aulas passou a se tornar algo aborrecido, afinal ir para a aula para fazer 1001 tipos de necessaire e “porta-alguma-inutilidade”, centenas de bolsinhas e milhares de outros acessórios “fofos” (linguajar típico das professoras tradicionais) não estava me animando muito.Sem contar nas estampas e cores: xadrezinho, poazinho, floralzinho, beginho, azulzinho, rosinha, inha, inha, inho, inho… Okay, minha cota de fofura já tinha ultrapassado os limites da decência.

Parei um tempo com as aulas, depois fiz alguns cursos num lugar considerado top de São Paulo (muito gasto, pouco retorno e muitas inutilidades depois) é que encontrei a proposta do Patchwork Moderno. Puxa, e adorei. O conceito de espaço negativo em BRANCO, em PRETO, em CINZA e o uso de muitas cores lisas, lindas e fortes, além dos designs desconstruídos e a não confecção de “porta-alguma-inutilidade” me encantaram profundamente. E, em outubro eu comecei as aulas com uma das únicas professoras brasileiras do Modern Quilt Guild (a Fá Giandoso, do canal JUST QUILT) e estou gostando muito, com que outra professora a gente pode conversar sobre violino, mundo Marvel e tomar café? Por mim, faria quiltings (colchas) para o resto da vida e para todo o planeta (hiperbólica…), a começar pela minha que precisa ser “salva” do estilo tradicional (por isso não consigo terminá-la!).

Tudo isso pra dizer que hoje eu terminei a minha primeira peça com um design de quilting livre (desenhos livres feitos à maquina), o scargot. Foram páginas de papel e páginas de pano para treinar o movimento (pensa numa pessoa sem muita habilidade motora?) e a satisfação de ver o resultado e saber que esse quilt fará parte da repaginada do hall de casa. E se sentir fazendo algo direito, é muito bom! I´m very grateful for this.

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