107/365 Aprendizado essencial

Quando chego em casa, depois do incrível dia que é a minha 2ªfeira (#sqn, imagino que seja a mesma sensação de quem voltou de uma abdução), eu estou um trapo, totalmente fora do ar, sem vontade de abrir a boca e contar a “experiência”, com o corpo dolorido e num estágio máximo de exaustão (que gostoso! ;D). E, será que isso tudo fez com que meu dia fosse de derrota total?

Não, lógico que não. E a “luta” diária é para que jamais seja assim.

Eu ganhei um DVD com a gravação dos dois filmes que fazem parte da minha “iniciação cinematográfica” (assunto delicado esse! risos). Um deles é o “Alta fidelidade” e o outro é “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”. E depois de ver os primeiros 20 minutos de “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, eu fiquei pensando na minha vida e nos meus relacionamentos anteriores. Que lugar eles ainda ocupam na minha vida e na minha história?

Eu já ouvi várias vezes uma pessoa muito querida discorrendo sobre os relacionamentos anteriores e, ao contrário do usual “vade retro, satanás” para cada um deles, a pessoa tem um sentimento admirável e extremamente salutar, pois ela diz que cada uma dessas pessoas fez parte da sua história, que foi feliz e as amou e que nutre carinho por elas. Observando atentamente esse caso, imagino que devam ter existido muitos momentos ruins mesmo (afinal, os relacionamentos não vingaram), mas que seguir adiante e deixar o lugar reservado de cada uma delas na sua história, mostrou-se a escolha adequada para essa pessoa.

Meu movimento em relação a isso sempre foi diferente, talvez porque as curtas histórias também tenham sido completamente distintas. Tempos atrás, facilmente eu passaria por um processo de apagamento da memória dessa convivência, afinal se não deixou marcas boas, eu não poderia permitir que as más ficassem (“Do mal, ficam as mágoas na lembrança / E do bem, se algum houve, as saudades” já dizia Camões) fazendo-me mal e me atormentando para o resto da vida… Hoje, percebi que esse nunca poderia ter sido o caminho. Resolvi então, resgatar mentalmente cada uma dessas pessoas, olhar nos olhos e dizer: obrigada por ter entrado e, principalmente, por ter saído da minha vida. E comecei a olhar todas as experiências, as conquistas e as pessoas que participam da minha vida hoje… E, simples assim, percebi que tudo isso só aconteceu graças à ausência dessas referidas pessoas… Deu um alívio incrível perceber isso. E uma vontade de agradecer mais uma vez!

(Talvez esse post não tenha ficado com muito sentido, mas foi muito difícil escrevê-lo… Demorei dias… Perdão)

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3 comentários

  1. sempre parti do princípio de que tudo que vai num diário tem de fazer sentido tão somente para quem o escreve. as outras pessoas que porventura passam podem – e fatalmente vão – interpretar das maneiras as mais variadas. e aí hallellujah se a ótica alheia bater com a sua, muito embora ache que uma leitura distinta da do escritor seja algo que possa promover um diálogo, quiçá um debate, posteriormente.

    assim, *eu* particularmente prescindiria dessa coisa do “não sei se fez sentido”, bem como do perdão. como escrevi num textinho meu: idiossincrasia é dos outros. 😉

    • Kokoro, neste caso as desculpas eram necessárias, pois eu estava entrando num campo que não era meu: o de reproduzir o que eu entendia do que um certo alguém me contava. E, de fato, não consegui captar a essência das ideias da pessoa mencionada… Por isso, o pedido antecipado de desculpas… 😛

      • hahah! notou que mesmo você não tendo percebido o todo, a coisa ainda gerou uma conversa? meu comentário continua válido! 😀

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