130/365 Amor feinho

Pois é, resisti muito até gostar da Adélia Prado… Em vão. Simples e bela é a poesia dela, como eu gosto.

AMOR FEINHO

Eu quero amor feinho.

Amor feinho não olha um pro outro.

Uma vez encontrado é igual fé,

não teologa mais.

Duro de forte o amor feinho é magro, doido por sexo

e filhos tem os quantos haja.

Tudo que não fala, faz.

Planta beijo de três cores ao redor da casa

e saudade roxa e branca,

da comum e da dobrada.

Amor feinho é bom porque não fica velho.

Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:

eu sou homem você é mulher.

Amor feinho não tem ilusão,

o que ele tem é esperança:

eu quero amor feinho.

E ler poesia às 7h da madrugada e ter olhinhos que se emocionam, bocas que balbuciam interpretações e palavras que encontram lugar no nosso coração… Ah, que maravilha de momento!

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