153/365 Jazz Sinfônica

Hoje foi dia de concerto de uma orquestra que eu adoro (a Jazz Sinfônica) num local que eu adoro também (o Auditório Ibirapuera). É sempre uma grata surpresa os concertos que os regentes preparam, pois todos têm um toque especial. Este era em homenagem a Sígrido Levental e aos novos compositores.

Para quem não é do meio musical, é sempre uma surpresa conhecer as motivações da orquestra. Quando eu estava entrando no Auditório, chegava também um táxi especial, com um senhor, extremamente debilitado, numa cadeira de rodas e com equipamento de oxigênio que também estava indo ao concerto. Depois descobri que esse senhor era o professor e maestro homenageado e que os regentes haviam estudado com ele e sido incentivados na carreira musical por conta dele. Durante o concerto, os regentes João Maurício Galindo e Fábio Prado contaram a trajetória deles e a importância desse mestre na vida de cada um, assim como agradeceram, emocionados, ao Sígrido Levental por tudo que ele fez, quando revolucionou a cena musical da cidade com sua escola de música na região do Brooklin. Eu nem preciso dizer que a plateia também se emocionou e aplaudiu com gosto esse momento.

Só depois disso é que eles fizeram a ligação com as peças dos novos compositores que eles iriam tocar e explicaram que, assim como o Sígrido havia dado oportunidade para eles, eles também gostariam de homenagear brilhantes e jovens compositores que não tinham espaço para expor seu trabalho em orquestra, mesmo sendo geniais compositores em agências de publicidade, com jingles famosos. E interessante, quando o Fábio Prado disse que esses novos compositores fazem o mesmo que Mozart, Beethoven e tantos outros fizeram: eram pagos para compor para situações especiais ou jingles para festas e eventos.

As peças executadas foram: Festa em nevoeiro do Rodrigo Morte; Curió do Douglas Fonseca; Inconsciente do Rafael Piccolotto (e a Paula Valente no Sax); Sambaião exótico do Jônatas Reis; Felipe na área do Tiago Costa; Dukeness do Alexandre Mihanovich (e o Gerson Galante no Sax); Outras terras do Ubiratan Marques; Chamada a cobrar do Mateus Araújo; O´scambau do Oswaldo Sperandio e Pacho y Luna do Yuri Prado. Quase todos os compositores também estavam presentes e, de fato, eles são bem jovens.

A noite foi espetacular: as peças executadas magistralmente; a motivação do concerto emocionante; as composições brilhantes e a oportunidade de presenciar tudo isso, ímpar. ❤️🎶❤️🎶

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