171/365 Ficar com aquilo que é

Eu aprendi essa frase (um conceito, na verdade) lá nas meditações do Deeksha e, desde então, eu a tenho ouvido com regularidade, nas mais diferentes situações. Hoje foi a vez de ouvir lá na aula de yoga (Shanta Yoga), com a Meire falando sobre o frio dos últimos dias. Como sei que ela tem muita, mas muita dificuldade com o frio, o fato dela ter escolhido esse tópico pra aula, sem dúvida, funcionou como um convencimento próprio. Movimento interessante o dela.

Eu gosto muito do frio (confesso que se eu estivesse em casa, de férias, gostaria ainda mais!), pois as roupas de frio são incrivelmente aconchegantes e bonitas e, no trabalho, nada melhor do que não ter de berrar mais alto que os ventiladores, ficar suando em bicas e ficar desejando um barranco pra ficar encostada, por conta daquele mal estar corporal… TUDIBOM messssssmo! (#herançamineira)

Na fala da Meire, ficar com aquilo que é, é aceitar as estações do ano do jeito que elas se apresentam, pois “está tudo certo” e tudo dentro do ciclo necessário de todos os elementos da natureza, inclusive nós mesmos. Época de recolhimento, reflexão, estar um pouco mais introspectivo. É a época das mantas (ai, vontade de costurar muitos quiltings quentinhos ad infinitum ou terminar tudo que está parado aqui!), das bebidas quentes (tonéis de chá, urgente!), das comidas (também a fome que eu tenho é ad infinitum)… E, por que não dos filmes/séries pra quem consegue assistir (e não só fica pagando a mensalidade do Netflix, como eu!)?

Para mim não é sacrifício nenhum toda essa introspecção que o inverno traz. Eu fico com uma pressa de ir para a cama, que é coisa de louco. Estar na cama com o tempo assim, é quase como receber um carinho, um abraço, de tão aconchegante que é. Amo cada detalhe dessa estação, o que significa que eu tive de pensar em outras situações que não me são tão tranquilas assim, como o verão forte. No meio dessa reflexão toda na aula, do propósito da prática e da percepção de quais pontos eu deveria aceitar, foi só hoje que meu corpo relaxou e “ficou com aquilo que é”, depois de quase 15 dias de estresse, ansiedade, desregulamento total e preocupação. Hoje meu corpo entendeu que eu não poderia mudar aquilo que me é externo, que a mochila já estava vazia, que não adianta ficar remoendo sobre “o que mais poderia ter sido dito” e isso e aquilo… Meu sankalpa da prática tinha sido justamente pra isso, e meu corpo entendeu e relaxou, voltou a funcionar e a abandonou o mal estar diário e constante dos últimos tempos… E, conseguir perceber tudo isso, já é ter o dia ganho. Namastê pelo dia incrível que varreu da minha mente os últimos itens de apreensão.

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