197/365 O pulso ainda pulsa

Eu ♥ São Paulo, isso é fato. E não é um amor iludido e enganado, é um amor consciente de todos os defeitos que uma cidade beirando os 12 milhões de habitantes traz. É um amor que não espera uma mudança do ser amado, mas só aprimoramento daquilo que já é. Felizmente, essa pauliceia desvairada tem dado, cada vez mais, mostras de que não está morta, acabada, esgotada e sem solução. Eu diria que ela é uma garota rebelde, incompreendida, injustiçada, meio punk, roller derby e rebelde,arlequinamente (Harley Quinn! ;D) maluca. E tudo isso a torna irresistível! 

                                               

Os domingos não são mais os mesmos desde que a Avenida Paulista começou a ser fechada para pedestres. Pela quantidade de gente que vem frequentando a avenida, ouso dizer que já se tornou um programa tipicamente paulistano. É muita gente. É muita variedade de atrações para todos os gostos. Ver as pessoas vivenciando a cidade é bonito que só! Nesse momento, a cidade é para as pessoas, é das pessoas e ela acaba assumindo sua essência de cidade que fica perdida em meio ao caos cotidiano. O pulso dessa pauliceia ainda pulsa. E forte!

Depois que eu conheci o projeto urbanístico do dinamarquês Jan Gehl, de melhoria da qualidade de vida urbana por meio do planejamento das cidades para atender às necessidades das pessoas (conheça mais sobre esse conceito aqui), fiquei ainda mais empenhada em pensar na minha própria cidade. Na verdade, esse interesse por urbanismo já havia sido despertado por conta de uma matéria que eu li sobre como o arquiteto Jaime Lerner transformou o espaço urbano de Curitiba, nas três vezes em que foi prefeito (1971, 1979 e 1989) da cidade. Será que esse caras jogavam SimCity?

Essa tentativa de observar um pouco mais a cidade, de pensar no desenvolvimento urbano, de acompanhar o novo Plano Diretor Estratégico de São Paulo (2014-2030) e de conhecer um pouco mais as causas que fizeram com que a cidade se tornasse o que é hoje, fizeram-me descobrir o documentário Entre Rios (2009) de Caio Silva Ferraz. Aliás, vale MUITO a pena assistir!

Ver as pessoas felizes por estarem interagindo com a cidade é de uma satisfação e de uma gratidão imensas.

Não consegui transferir as fotos e a minha (in)competência em editar pequenos vídeos não me permitiu postar um videozinho da galera dançando samba rock na avenida… Se eu ficar esperando resolver isso, o post (assim como muitos outros) também vai criar teia de aranha aqui nos rascunhos. Paciência!

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