249/365 “Aceita, que dói menos”

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(Julho 2016)                                                                                                                                                         Do alto da Torre de TV (simbólico local, não?), visão distante da Democracia e da Justiça

Há dias em que os objetivos, os sonhos e as esperanças ficam bem longe. A Esplanada está distante, assim como distante tem sido para se chegar à justiça, à democracia plena e a uma política ética… Tempos difíceis esses de pandemia da ignorância! E, o pior, uma ignorância que é histórica, judiciária e, em nome de Deus. Melhor nem citar nomes pra não dar azar, mas é JP achando que é Jesus Cristo (e agindo como uma possuída), é EC (a aberração que, se bobear, ainda será absolvido) achando que é Deus e os Dementadores (valeu J. K. Rowling, Harry Potter) sugando todo o resto (MT, Dementador-mor). Triste e fato.

“Aquele que perde a capacidade de se indignar diante da injustiça, perdeu a sua humanidade, por isso eu me emocionei”

José Eduardo Cardozo

E, por falar no quão distantes estão os sonhos, quando o final do mês chega, invariavelmente, rola uma cobrança daquilo que me propus a fazer nos últimos tempos e não fiz, assim como o que realizei. Avaliando por alto, a minha longa distância ainda se dá pelo seguinte:

  • (-) das 16h de estudo geral + 9h de inglês por semana, cumpri 3h mês no estudo geral e 5h de inglês por semana;
  • (-) nenhum ponto costurado para o patchwork (2 meses inteiros de abstinência) nem outros trabalhos crafts);
  • (-) nenhum dia de caminhada ou patinação;
  • (+) Yoga em ordem, assim como assistir a 1 episódio de House of Cards por semana;
  • (+) Internet funcionando e posts do blog saindo aos poucos.

Depois que eu listei tudo isso e com todos os acontecimentos políticos de hoje, cheguei à seguinte conclusão: o Dementador assumiu (Inês é morta, cadê Camões para lamentar?), eu fiz o melhor que pude nesse mês tão conturbado e é isso, uma constatação. Nada de tortura nem cobranças. É o que deu pra fazer, ou melhor, não fazer e eu fico com aquilo que é. Setembro pode ser melhor, eu sei. “Aceita que dói menos”, como diria a personagem Maria Vanúbia (uia, novela da Globo! risos) e seguir adiante, sempre agradecendo pelo que tenho hoje:  um discurso histórico para me orgulhar, um resultado excelente do raio-x, a certeza de que os sonhos continuam lá para serem concretizados e a consciência de que não estou devendo nada: VIDA NOVES FORA ZERO, como dizia o terno Manuel Bandeira.

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