#365agradecimentos

360/365 Big Chop

Hoje foi o último dia de trabalho, que alívio. Enfim chegou o momento de descansar, felizmente terei novos desafios em 2017, além da gratidão por ter me livrado de uma das pessoas infelizes que atormentou minha vida durante este ano. Agora sim eu posso acreditar que esse pesadelo acabou, o que me dá esperança de que o outro grande pesadelo acabe logo também.

Hoje também foi o dia que marquei para fazer meu Big Chop (BC). Há quase dois anos que eu ando acompanhando esse movimento de se libertar da química no cabelo, pois alguns efeitos colaterais não estavam me agradando nesse procedimento que eu fazia há mais 16 anos: cabelo grudadíssimo na cabeça, pontas espetadas e sem flexibilidade e, principalmente, queda acentuada e localizada de cabelo… Essas eram as motivações iniciais para acompanhar esse processo de transição capilar e do grande corte (BC), depois descobri também toda a questão da identidade, de amar os fios que se tem, da necessidade de se quebrar os padrões de beleza estabelecidos etc etc etc… Ideologias são sempre sedutoras!

Escolhi o lugar que eu faria o corte, acompanhei pelo Instagram do salão todos os “antes e depois”, fui me convencendo de que não usaria mais pente, de que não poderia passar a mão no cabelo a todo instante, de que eu teria de despender de tempo para cuidar do cabelo (coisa que nunca fiz na vida, a não ser o bate-pronto do cabeleireiro). Chegando lá, descobri que meu cabelo teria de ser cortado muito mais do que eu esperava, pois apesar de não fazer química há quase ano, continuei com o uso incessante da chapinha, o que danificou muito os fios, a ponto de algumas partes terem o mesmo prejuízo da química, resultando num crescimento desigual.

Ao contrário do que eu havia visto em toda essa minha pesquisa do BC, com as meninas sorridentes e felizes, eu não fiquei com a satisfação plena de “abandonei a química” e “que alívio”, além do largo sorriso no rosto. Foi estranho, não pelo corte, pois eu queria mesmo ter o cabelo bem mais curto, mas pelo resultado: não consegui sair de lá saltitante e feliz da vida, mas com um aperto no coração e uma luta interior para não acreditar que “tinha feito merda”. O resto da noite foi de ficar passando várias vezes na frente do espelho para tentar me reconhecer e até tirar fotos pra registrar esse momento. Terminei a noite sorrindo pra imagem serelepe que eu via no espelho e disposta a enfrentar essa descoberta de mim mesma. Gratidão.

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2 thoughts on “360/365 Big Chop”

  1. mudança de paradigma = afetação da zona de conforto. sua sensação de estranheza é perfeitamente normal e compreensível, pois como você mesma escreveu, foram 16 anos nessa batida.

    você já está ciente que todo mundo aprovou a mudança. quando vai chegar sua vez, 🎃ilda? hein*3? 😘

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