#365agradecimentos

Sobre ursinhos, muralhas e poemas…

Sim, a vida anda dura e eu pensei várias vezes em roubar um ursinho (relembre o caso aqui!), assim poderia terminar de escrever o “365 dias de gratidão” e iniciar muitos outros escritos sobre viagens e mundo handmade que pululam em minha mente.

A grande questão é que 2017 tem insistido em ser uma meme “expectativa vs realidade”… 😛

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No entanto, há alguns momentos em que a vida não é uma meme. Quando? No meu aniversário, por exemplo, quando eu ganhei um poema. Eu sempre soube que deveria ler mais poesia. Obrigada, meu amigo!

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O melhor poema que li não me conhece, não me desvenda.

Apenas enreda-se em mim, comovendo-me, distraindo-me com jeitos de ser eu.

Pinta palavras que não são, que não podem ser. Gargareja sons até se esquecer

completamente de si.

Respira pelos silêncios. Encanta em ondas, serei por tudo. Venta até chacoalhar as

areias como um guizo.

Sempre ronrona seu destino muito perto do meu – eu que não me dou com gatos!

Brinca de me fazer infante, ilude com luz a minha sombra de velho escuro.

Derruba pelo ar, aos bocados, cheiros de amor de alguma mulher com a promessa

rosada de espinhos.

Segura a minha mão e me perdoa fácil como o padre e os decorados padre-nossos de

alguma confissão.

Faz minha mãe que já morreu chamar a todos para a mesa, pedindo vinho e rindo por pedir vinho.

O melhor poema que li não me liberta, é libertação.

Marcelo Donatti

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